September 2009

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**texto antigo**

Graças a Deus não estou trabalhando em nenhum jornal: primeiro esforço léxico do dia; oxalá não tivesse aula foi o segundo. E assim, com dois deuses invocados de manhã bem cedo, além de um gole de café, começou – para mim – a estréia do Brasil na Copa do Mundo 2006. Em alguns pedaços da minha rua, tirinhas verdes e amarelas amarradas a barbante como rabiolas disputavam irregularmente o espaço aéreo com fios elétricos clandestinos. Patriotismo e Malandragem a céu aberto; elementos que aliados ao sincretismo religioso que nos acomete sempre que chuteiras acetinadas feitas sob encomenda por grandes corporações passam a representar o que há de mais sagrado no pé de um moleque ralado em asfalto, cheio de ceroto e sede; formam a santíssima trindade de nosso futebol. Melhor dizendo, de quem torce por ele.

O dia tinha cara de jogo mesmo, de final de campeonato, bandeiras desde cedo, um sol de rachar, e uma sensação esquisita de domingo eterno em plena terça-feira, como uma terça-feira gorda que mesmo longe do Carnaval nos dá a licença para a putaria sem culpa, um País de Cocagne para cada esquina. Tudo pode; nada acaba. Nem essa bosta de aula, era preciso comprar gelo urgentemente, e Paulo Freire não poderia me ajudar. Parecia tarde, mas o professor dispensou a turma cedo. Às onze e pouco da manhã, a cidade já havia se transformado. O que antes era apenas o prenúncio de toda a desordem que se pode aceitar socialmente, agora acabava de se confirmar. Manaus, de cabo a rabo, parecia um único e imenso arredor do Olímpico de Berlim, que fica no país imaginário da Alemanha.

Trânsito completamente engarrafado do Centro para os bairros – mas isso acontece todo dia, oras! –. Tudo bem, é verdade, o trânsito é sempre uma confusão, mas e o festival de buzinas? – algum dia foi diferente disso? – Não, é sempre assim mesmo. Será que Manaus vive um eterno pré-jogo? Foi então que me veio o estalo, aquela iluminação das coisas óbvias. O futebol, que numa Copa do Mundo chega a seu ponto máximo de representatividade, é apenas a desculpa perfeita, inegável, irrepreensível, pra essa bagunça, e que pode ser compartilhada simultaneamente por todos, e talvez por isso ele seja tão importante para nós, bons e malandramente patrióticos brasileiros. Analisando bem, o que acontece num dia de jogo do Brasil em Copa do Mundo é o que acontece todos os dias do ano em qualquer lugar, apenas levado quase ao extremo: gente saindo mais cedo do trabalho (ou faltando), bebendo em horário comercial, fazendo churrasco na calçada, grafitando logradouros, gritando no meio da rua, escutando samba em alto volume, e por aí vai.

A diferença é que existe uma espécie de acordo tácito entre os homens que os faz revezar nesse esquema. Se hoje faltou o fulano; espero até semana que vem pela minha vez. Hoje, nessa rua, só as casas ímpares podem fazer festa; amanhã, as pares. Dia de jogo é alforria, todos juntos podemos largar os compromissos mais cedo, gritar pelas ruas, sacros e incuravelmente bêbados. No mais, ninguém dá bandeira pra não mostrar que o que realmente une a nação não é o ideal patriótico da chuteira, mas a capacidade de nos convencermos de que isso é verdade, algo como aquele truque do diabo fingir que não existe. Acho que não seria um exagero dizer que o brasileiro torce apaixonadamente mesmo é contra a Argentina, porque se ela acabar com a nossa hegemonia vai melar todo o esquema.

Finalmente cheguei na casa do Pablo. Oito caixas de cerveja e duas garrafas de vodka, churrasco, começamos os trabalhos logo. Faltavam três horas para o jogo, a grande estréia do Brasil contra a Croácia. No final das contas assisti ao único gol já no replay, mas tomei banho de mangueira na rua, gritei com todos os que passavam na frente da casa, xinguei o Parreira, e depois do jogo todos continuamos com a festa, depois de perder alguns minutos falando sobre como um a zero é muito pouco para essa seleção de grandes astros, enquanto rabiolas verde-amarelas balançavam sobre nossas cabeças, encobrindo o gato de energia que garantiu nossa transmissão do jogo, diretamente do país imaginário da Alemanha.

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Se estou errado, que me corrijam, mas ainda não vi nenhuma matéria nos jornais da cidade sobre como os casos de gripe suína estão sendo tratados por aqui, digo uma matéria geral sobre política pública para a saúde, não aquelas factuais de que fulano morreu, ou de que mais um caso suspeito está em acompanhamento, etc.

Acho que o problema está no fato de que não há uma política pública de verdade voltada para isso, nem na esfera federal, quanto mais na estadual. Há um remédio que o Governo estatizou, uma idéia de se evitar salas de aula, mas não um shopping center, propaganda sobre como lavar as mãos corretamente, campanha explicativa de como números absolutos de morte são bem diferentes de números relativos de morte e uma das coisas mais esdrúxulas que já vi no combate a uma doença: a proibição de veicular publicidade de analgésicos e antitérmicos, como forma de impedir a automedicação e, consequentemente, a camuflagem dos sintomas.

Vamos analisar o embuste dessa última medida calmamente:

1. O problema real da automedicação está na venda do remédio, não na compra. Se a farmácia pode vender, não será a ausência de propaganda que me impedirá de comprar;

2. Analgésicos são os grandes campeões da automedicação. Desde os dez ou onze anos de idade, toda pessoa sabe qual remédio pra dor de cabeça e febre é o melhor para si. Antes disso, há pais, mães, amigos e parentes pra opinar. Então, sinceramente, proibir propaganda vai adiantar de quê? Será que se eu sentir uma dor de cabeça e não houver um anúncio de dipirona por perto, vou correr para o médico?

3. E – vamos seguir essa linha absurda de pensamento – se eu correr para o médico mesmo, numa unidade pública de saúde? Hein? Aqui em Manaus, vão aplicar dipirona e dizer que não fazem o exame “dessa gripe aí”, como aconteceu com a senhora que trabalha aqui em casa. E olha ela foi lá onde o Tamiflu está hospedado.

Em suma, a política de saúde contra a H1N1 é: se você tiver sintomas de gripe, lave bem as mãos e não tome remédio: vá a um hospital, confirme apenas a dúvida e volte para casa com uma boa dose de dipirona na veia. O máximo que pode acontecer é a morte… mas isso todo mundo sabe que é um número bem relativo.

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Dizem que um mercado é a “alma” de uma cidade, um lugar onde se pode perceber as nuanças e idiossincrasias de um povo. Pois bem, fui até o Mercado Adolpho Lisboa, no centrão, em busca de alguma dica sobre o espírito manauara que deveria nos habitar, mas não havia inquilinos, apenas uma placa de aluga-se com urgência.

Se é verdade a constatação que abre o texto, Manaus é uma cidade esvaziada, em busca de um novo significado, de um novo discurso talvez. Conversando com alguns donos de estandes antigos do lugar, que trabalham no mercado há 30, 40 anos, percebi que a frequência de visitantes no local sofreu uma mudança significativa – mudança conceitual, não em termos de quantidade.

Explico: antes, o freguês era local, ia fazer feira do dia ou da semana, conhecia o feirante, tinha seu preferido e por aí vai. Hoje, a visita é turística, vem gente de todo o mundo, mas todos estão lá para passear. O mercado é esvaziado de seu significado original, e consequentemente, os produtos que ele vende também o são. Antes, o forte eram as frutas regionais, peixe, legumes, verduras, grãos, todos com sua função original de alimentar a população. Hoje, o artesanato é o carro-chefe, e o que é o artesanato senão uma ressignificação de objetos (esvaziamento e nova posse)? Vende-se arco e flecha e artigo para fazer farinha, mas ambos servirão de enfeite em alguma sala na Europa.

Manaus está se tornando um não-lugar, sem rosto, uma cidade pálida, meu cara pálida, e sem o orgulho que sua propaganda diz que ela tem.

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Seguindo a tradição, o novo EP do Carroça sairá em janeiro próximo, mas o Controle Gabiru Discos foi gentilmente forçado a adiantar uma das canções do disco, que colocamos aqui como um single.

Bird (single)

Clique e ouça Bird:

Ah, sim… a capa é da Maria Cecília, que me cobrou um pedaço de chocolate.

ficha técnica: gravado no quartinho do computador, em agosto de 2009, pelo Controle Gabiru.
música: daniel valentim: guitarra, baixo, teclado e voz

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Faz um tempinho que o pecado da preguiça pertence à seara da ética capitalista, e significa gostar de ficar em casa coçando as partes em vez de sair às ruas e produzir algo. Mas nem sempre as coisas foram simples assim: houve um tempo em que ser preguiçoso pertencia às grandezas – na verdade fraquezas – transcendentais.

Preguiça é o torpor que nos acomete quando um bem passa a ser-nos imprescindível no momento em que se torna também intangível. Abre-se um abismo entre nós e a coisa desejada, e essa impossibilidade entorpece porque nos ocupa integralmente de uma obsessão que não cessa e que impõe, fantasia após fantasia, um estado de tristeza desesperadora e de retração.

Assim como a medicina banaliza – ou esvazia – uma doença; a linguagem, vez por outra, também o faz com as palavras.

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Por conta de alguns problemas de contrato com o servidor no qual armazenava dados utilizados no blog homônimo abrigado pelo Wordpress, fui obrigado a transferir o domínio para cá também.

Somos nós mesmos.

Olá!

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Jazz!

Não me atrevo a escrever tecnicamente sobre jazz, prefiro estar cambaleando incompleto naquele movimento entre ouvir e impregnar-se apenas; a encaixar grandes obras no cânone do pleonasmo teórico. Isso, ou desculpa de amarelo é febre: não falo porque não sei falar.

Não sei falar, por exemplo, sobre Charlie Parker, ou em que tempos e contratempos caem suas acentuações, ou sobre que intervalos de nota ele despeja sua melodia. Sei, por outro lado, que Charlie Parker não é pra dançar, e que ouvi-lo é como formular uma pergunta. Parker ganhou o apelido de Bird por seus voos imprevisíveis nos solos, mas quem perde o chão realmente é quem se arrisca a ouvi-lo.

Ko-Ko

Não compreendo Coltrane, mas uso Coltrane para preencher os cantos da sala, e fica difícil saber o que é nota e o que é eco, quem é a imagem e quem posso tocar. Coltrane sopra e se ocupa, se multiplica… mas é uma coisa só, aqui e ali. Uma névoa sempre perto, envolvente mas intocável.

Mr. Day

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A CBN Ponte-Sobre-O-Rio-Negro é realmente brilhante e original em seus argumentos: até um possível fracasso numa eventual candidatura de Amazonino ao Governo do Estado seria culpa do Serafim. Segundo Ronaldo Tirandentes, a popularidade de Amazonino estaria meio em baixa por conta do trabalho aquém das expectativas. Mas isso acontece pois, obvia e repetida e reiteradamente, Serafim deixou a Prefeitura sem dinheiro no caixa. Se Serafim tivesse deixado a grana, aposto que as 1.000 (mil, MIL) creches prometidas estariam sendo construídas; ou as escolas não estariam mandando a molecada pra rua mais cedo por falta de professor; ou os buracos teriam sido finalmente exilados mesmo depois das suaves prestações de 30, 60, 70, 90 e carnavais de Gorayeb, para que então os ônibus com Internet gratuita pudessem transitar tranquilamente pela periferia da cidade; ou o preço da passagem, ou o da meia-passagem, ou pode completar aqui com o que for: _________________, __________, _____________, ________________, _________________, _______________, ___________.  A água não entra nessa conta porque, segundo a rádio, não é responsabilidade da Prefeitura. Apenas de Serafim. Aliás, tudo o que não for culpa de Serafim – o que sobrar – poderá ser usado para enquadrar Alfredo Nascimento.

No mais, Omar ganha, Omar ganha. E Omar ganha. E Omar ganha de longe com carinha de nojo em riste, assitindo tranquilo ao pleito, montado em seu monstro de teta metropolitana e hálito de diesel e asbesto.

Hoje todos os candidatos ainda não-candidatos estão empatados temporariamente, mas só porque é Dudu que ainda está com a carinha de nojo em riste. E com as esporas: não desceu da besta pra tentar se empoleirar noutra.

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Cari fottutissimi amici

Sou fã de road movies, do trânsito que eles evocam e que nos define, pois só nos resta a estrada e ela nunca chega aonde queremos porque querer é apenas lançar uma pedra para além dessa vista curta e ter uma direção e partir… irremediavelmente. Caros F… Amigos (Cari Fottutissimi Amici, 1994), do mestre Mário Monicelli, é meu favorito no gênero. Coloca em trânsito tanto a Itália quanto o cinema: no plano narrativo, um país no meio do caminho entre a fome numa guerra absurda chegando ao fim e um carregamento ilusório de batatas do Canadá a ser distribuído na relojoaria; no plano da linguagem, uma cinematografia entre o chão de De Sica e as nuvens de Fellini.

Pois é da realidade de extrema miséria e desilusão, da visão desbotada no pó de um mundo em ruínas, que Monicelli retira sua matéria onírica, a partir de uma ingenuidade e de um otimismo quase descabidos não fossem, fatalmente, a única saída possível para que as vidas de seus personagens continuem. Essa é a verdadeira fuga, o verdadeiro trânsito, o trânsito que prescinde de um destino exatamente porque o que se deseja é apenas continuar andando, essa é a fantasia que nos desloca e que nos aliena. É a estrada que nos resta.

Então um velho ex-boxeador, apelidado de Senhor Dez (Sor Dieci) porque sempre era levado a nocaute em suas lutas, resolve juntar uma trupe de largados dessa vida para promover pequenos campeonatos itinerantes de boxe pelas feiras de Florença, aproveitando-se do fato de que todos estavam em busca de diversão com o fim da guerra. Ao contrário do que acontecia antes, agora nada mais parece capaz de derrubar Dieci, o Dieci Quixote para quem tudo é uma experiência extraordinária, o Dieci que representa a leveza pregada por outro italiano, o Calvino, em suas propostas para o novo milênio. Sor Dieci está tão absorvido pela fantasia que num dado momento imita um galo, batendo os braços flexionados como asas e cacarejando, como forma de atrair uma galinha que eles tentavam pegar para fazer de almoço, e tudo faz parecer que isso seria a coisa mais normal do mundo a se fazer.

Não se trata, pois, de um tratamento visual que evoque o fantástico; longe disso, é a realidade que é absurda e insuportavelmente distorcida. A fantasia não vem em carro alegórico, mas nas sutilezas do cotidiano, num veludo quase translúcido envolvendo tudo e é preciso estar numa perspectiva exata de convergência de todos os dissabores e das amarguras e de todos os pães amassados dessa vida para que de repente se abra o olho e se comece a vê-lo. A leveza, ou fantasia, está no otimismo invencível de Dieci, na mulher do tiro ao alvo que dá em troca de berinjelas, no homem que perdeu a mulher e as botas e vai de bicicleta em busca de alguma delas, calçando folhas de figo que precisam ser umedecidas de tempos em tempos.

A fantasia está no boxe pela estrada no fim do filme; não no fim da estrada.

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Ouvimos à CBN Ponte-Sobre-o-Rio-Negro como quem assiste a uma novela. Essa é a verdade. Não é pelo jornalismo, mas pelo entretenimento. O jornalismo, na verdade, está morto: tudo é jornalismo.

Num dia – pegando o bonde andando –, ministro corrupto (MC) e jornalista anti-ético (JAE) protagonizam espetáculo de ameaças e xingamentos antes de embarcarem para uma festa folclórica no interior do Estado. No outro, o JAE acusa o MC de ter causado danos ambientais numa obra em sua casa, mas descobrem que a casa nem era dele.

No capítulo seguinte, o MC tenta, na base de influência política, ao lado do Dono de Outro Veículo de Comunicação (DOVC) impedir a inauguração de um novo canal de TV do JAE, que fora conquistado em licitação – o que seria um grande serviço à sociedade, não fosse… –, acusando a Mãe de 70 e Poucos Anos (M70PA) do JAE de falsificar assinatura. Nesse momento entra a perícia do barbudo gordão que vive no Fantástico (PBGVF). Então o JAE passa a cobrar com mais veemência as promessas políticas do MC, como asfaltamento da BR-319 e construção de portos no interior – o que seria um grande serviço à sociedade, não fosse…

Entram comerciais do Governo.

pausa para umas tramas paralelas: Governador Chantagista e Inescrupuloso (CGI) contrai novo empréstimo para o Prosamim, e pede que a população vote em seu futuro candidato em 2010 para que o projeto siga adiante, usando as palavras “dêem (povo, com o voto) continuidade ao meu mandato”. Aí a Comunista Deslumbrada com a Alta Roda, Retornando da Viagem ao Idílico Interior Camponês da Propaganda do Governo de Centro-Esquerda (CDARRVIICPGCE) faz campanha para que o GCI se candidate ao Senado – que deve estar precisando de gente como ele… –, dizendo que, pelo bom trabalho, a vaga já estaria garantida.

Entram comerciais do Governo e cenas em tempo nada-real do trânsito.

voltando: o MC, por meio de um Advogado Obscuro (AO), coloca o JAE lá na CPI da Pedofilia, contratando uma Jovem Senhora de 28 Anos Mãe de 5 Filhos (JS25AM5F) para dizer que foi molestada sexualmente pelo JAE há 14 anos, quando trabalhava na casa dele. O DOVC, por sua vez, coloca a notícia na primeira página de Seu Jornal (SJ) e quase se pode ouvir a música triste de fundo enquanto JAE fala sobre sua pobre M7OPA assustada ao se ver diante de uma denúncia fraudulenta de um capítulo anterior; e quase se pode ouvir A Internacional (L‘Internationale) de fundo quando o JAE se recupera e diz que continuará em sua luta pela ética e pela informação de qualidade para o Povo de Manaus (PM) porque, ele próprio, agora com Seu Canal de TV (SCTV), tornara-se um Cachorro Grande (JAECG).

Entram comerciais do Governo.

Como em toda novela, todos vão se casar no final, na frente das câmeras da SCTV, que é onde essas coisas importam.

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